• José Osterno

O DESERTO DOS TÁRTAROS



No “Deserto dos Tártaros”, romance do escritor italiano Dino Buzzati, o tenente Giovanni Drogo vive à espera.


À espera da guerra e da glória – sentido da existência?

– que nunca vêm.


Em seu lugar, vêm a rotina do forte, os dias sem batalha e perigo, as noites de guarda e calmaria.


Um dia, Drogo, cansado, se dá conta de que não mais consegue subir, aos pulos, os degraus das escadas do forte, como tantas vezes fizera.


A velhice, sem aviso, houvera chegado e não a guerra.


Parafraseando Gullar: em vez de arte, o “Deserto dos Tártaros” será vida?

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