• José Osterno

POEMAS DE MINHA FILHA

Atualizado: Mai 4

QUATRO POEMAS de minha filha, Ana Carolina Ribeiro de Araújo Suguri, Poeta e Advogada, que escreve poemas, desde o ventre da mãe:



A MIM, CAROLINA

Um brinde a nós, desafortunados!

Um brinde aos amores perdidos, aos amores esquecidos, aos amores menosprezados!

Um brinde a todos os brindes!

Ao álcool, aos prazeres baratos, e às noites de lua cheia.

A um passado de nostalgias e a um futuro nada promissor.

A mim, a você.

E a mim de novo.



AOS FORTES

Linhas conturbadas com palavras sem sentido.

Pensamentos perdidos atados a um pedaço de papel.

Ideias soltas sem conexão.

Palavras jogadas ao vento.

Aos fracos, a ignorância.

Aos fortes, a Poesia.


INDAGAÇÃO INFANTIL

Menino - Poeta, por que tens fome?

Poeta - Menino, porque meus poemas não são suficientes para me dar sustento.

Menino - Poeta, por que tens frio?

Poeta - Menino, porque meus poemas não são suficientes para me dar vestes.

Menino - Poeta, por que não tens casa?

Poeta - Menino, porque meus poemas não são suficientes para me dar guarida.

Menino – Poeta, então por que não para de escrever poemas?

Poeta - Porque menino... odiaria viver na escuridão.



INCÓGNITA

Sou fugaz como a felicidade

Sou prazerosa como uma brisa que adentra a janela em uma tarde de verão

Sou passageira como o tempo e as horas de um relógio

Sou apenas eu, ou posso ser você

Sou, e apenas isso basta

Porque agora sou, e um dia... simplesmente

não serei mais.


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